segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Designers de interiores x Lojas de planejados

Às vezes volta-se a discussão da concorrência  que as lojas de planejados fazem aos designers de interiores e arquitetos oferecendo projetos "de graça".
Essa discussão é antiga e polêmica. Eu particularmente acho que são dois mundos (quase) a parte.
O cliente que procura uma loja de planejados porque não quer pagar um projeto de interiores, quer apenas algo pra ficar bonitinho por um bom preço. O foco dele é o preço! O 3D que o projetista faz na loja em 15 minutos, qualquer pessoa faz, basta conhecer o programa (Promob, etc) e usar os módulos pré-cadastrados (blocos de planejado), o restante é perfumaria que ele faz para encantar o cliente.
Já um cliente que procura um arquiteto ou designer de interiores quer uma consultoria geral, que pense não só no móvel, como também na cortina, sofá, papel de parede, na colocação das suas obras de arte, etc. E quanto mais rico for o cliente, mais exclusivo ele quer o projeto, algo que ninguém ou quase ninguém tenha.
Mas é possível o arquiteto ou designer trabalhar tanto com a marcenaria livre quanto com os planejados, dependendo do que for melhor e necessário ao projeto. A diferença está aí: no poder econômico e no perfil do cliente.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Projeto da Semana - Site Casa Pro

Com muita alegria aproveito para mostrar o projeto de uma sala de jantar que eu executei para um jovem casal aqui no Rio de Janeiro, eleito o Projeto da Semana no site Casa Pro, de 23 a 28 de abril, das revistas Casa Claudia, Arquitetura e Construção e Minha Casa. Embora conservadores, me pediram um projeto que trouxesse alegria e nada melhor do que o uso bem dosado das cores para levantar o astral, e o abraço caloroso de um poster do Romero Britto.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Vantagens de um projeto único

Muitas pessoas se deixam seduzir por lojas de planejados, lojas de materiais de construção e "home centers" com a oferta de projetos de interiores gratuitos, que, obviamente, dão suporte as suas vendas. Não quero discutir o mérito do serviço prestado por estas lojas, muitos são nossos parceiros, inclusive, e tem seu valor com certeza. Além do mais, os clientes são maiores e vacinados e sabem muito bem (ou deveriam saber) pelo que estão optando.

Levanto apenas a seguinte situação: um cliente vai a uma loja A para encomendar uma cozinha planejada, vai a uma loja de móveis B para a ambientação de sua sala e a uma terceira loja de material de construção C para montar seu banheiro. Quem garante que estes ambientes vão "conversar" entre si sem que a casa fique parecendo um "frankestein" de estilos, cores e revestimentos?

Projetos isolados e sem um profissional que oriente o planejamento da casa como um todo (ainda que realizado em etapas: uma hora a sala, outra a cozinha, depois o banheiro, etc) é como uma orquesta sem maestro. Já imaginaram o desastre? o prejuízo no final da temporada?

E não me refiro apenas ao aspecto "estético" dos projetos, mas a questões como a funcionalidade integral, desejos, necessidades, personalidade e estilo do cliente. É impossível que, em duas horas de consultoria em loja de materiais de construção, um profissional (ainda que habilitado em design de interiores) consiga captar como a casa do cliente funciona, seus hábitos, em seus mínimos detalhes de forma a aumentar a eficiência e praticidade de suas escolhas. E muito pouco provável que o cliente se lembre de todos os detalhes para discutir na hora, o que pode fazer toda a diferença mais tarde.

Além disso, quem vai orientar o cliente na hora da execução da obra, na confecção de um cronograma fisico-financeiro da mesma, e na coordenação de todos os trabalhos envolvidos (marcenaria, gesso, colocação de piso, etc), com relatórios periódicos sobre seu andamento?

Fica a pergunta.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Design no Design de Interiores

Estou lendo um livro excelente sobre design de produto, afinal de contas, tem tudo a ver design de produto com o design de interiores, pois um simplesmente não acontece sem o outro.

Um trecho da introdução do livro diz que estamos em um "momento de maturidade do design, mundial e brasileiro, que já é visto e praticado não como mero desenvolvimento de objetos estéticos, supérfluos ou descartáveis, mas de objetos estrategicamente voltados para o bem-estar da humanidade no que tange a: conforto, funcionalidade, uso racional dos materiais e recursos naturais".

Pretendo, posteriormente, explorar mais os aspectos levantados no livro, ao término de sua leitura, com o qual me identifiquei muito, mas só nesta introdução, destaquei quatro palavras dizem muito:

BEM-ESTAR e CONFORTO: duas palavras quase sinônimos, é tudo que procuramos oferecer aos nosso clientes. Nossa casa é como uma concha, lugar de aconchego, com nossas memórias, móveis e objetos, confortáveis ao toque, iluminação precisa, que ora nos relaxa, ora destaca objetos, quadros, facilita-nos a  leitura e outras atividades.

FUNCIONALIDADE: toda casa para ser perfeita tem que funcionar, tudo organizado em seus devidos lugares, mas sem rigidez, uma aparente desordem - acho uma casa cheia de livros espalhados o máximo - mas que nos dá um sensação de casa real e não um show-room de loja de decoração, com fácil acesso e praticidade.

RACIONALIDADE: a primeira palavra que nos vem a cabeça é a sustentabilidade e suas três palavras de ordem: reduzir (o consumo, apenas ao limite do confortável), reusar (ex: madeira de demolição) e reciclar (é o descarte consciente, temos que ser responsáveis e encaminha-los para que sejam utilizados e utilizáveis na confecção de novos produtos. Ex: balcão de cozinha feito de concreto, mármore e vidro reciclado).

Por hora é isso, depois tem mais. Abraço.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Beleza interior

Como disse o grande filósofo e ator-pornô Alexandre Frota, "quem gosta de beleza interior é arquiteto" (e designers, acrescento eu :o)). Brincadeiras e polêmicas à parte, muitas pessoas acham que nós, arquitetos e designers, pensamos apenas no lado estético do projeto, o que está longe de ser verdade.

Fazer design é resolver os problemas do cliente na resolução dos seus espaços de morar, trabalhar ou relaxar. Assim, estamos sempre procurando meios de tornar a vida do cliente mais fácil, buscamos dar a ele uma circulação confortável pelo espaço (ainda que este seja mínimo), uma altura de mobiliário (mesa, cadeiras, bancadas, etc) igualmente confortável, iluminação adequeada e boa ventilação. Isso é básico em qualquer projeto. Se seu profissional contratado "esqueceu" destes aspectos, contrate outro, mas não julgue todos por alguns. Por vezes, somos tão "chatos" com estes quesitos, que verificamos se o cliente é destro ou canhoto para indicar a melhor posição de um gaveteiro no home-office. Se duas ou mais pessoas o utilizam, adotamos um gaveteiro móvel, que forma que se adapte a qualquer situação.

Uma vez atendidos os requisitos funcionais do espaço, aí sim vamos buscar uma solução esteticamente agradável, a melhor possível, mas sempre dentro dos gostos do cliente. Afinal de contas, é ele quem vai habitar o imóvel. Mas é nesse momento que surgem conflitos algumas vezes, mas pela minha experiência, na maioria das vezes não se trata de um choque de gostos. A maioria das resistencias de clientes acaba afetando o aspecto funcional, muito mais do que o aspecto estético. Um exemplo é a insistência em manter um móvel em uma determinada posição, que não faz o menor sentido, prejudica a circulação e torna o ambiente pesado visualmente.

domingo, 18 de setembro de 2011

Deliciosas varandas







Na época do Brasil colônia, tínhamos até duas varandas na mesma casa: a da frente, para vigília e separação entre o espaço público (a rua) e o privado (a residência propriamente dita); e a de trás da casa, para desfrute da família, próximo a cozinha, que ficava do lado de fora da casa.


Hoje, em nossos apartamentos, único lugar aberto possível, a varanda recupera seu status de local mais cobiçado da casa, para se desfrutar com a família e amigos, de preferencia com uma espaço gourmet (de volta ao hábito colonial). Um local de relaxamento, obrigatoriamente rústico, repleto de plantas, móveis de madeira e fibra natural, pequenas fontes de água e decks de madeira, traduzindo o nosso desejo de contato com a natureza, como se trouxessemos um pedaço do campo para dentro de casa. Aproveite, quem puder!


Corian - para uma vida mais fácil

Corian® é um material maciço, composto por 70% de mineral natural e 30% de acrílico de alta qualidade. É resistente a impactos, intempéries e desgastes e, em caso de danos, é facilmente reparado. Por isso, é recomendado para locais de uso intenso.Porosidade nula, por isso é resistente a manchas, não retém odores e pode ter contato direto com alimentos.
É possível executar frontões tipo hospitalar e cantos curvos, que facilitam a limpeza.Cubas integradas ao tampo e emendas imperceptíveis.
Bancadas e móveis de Corian têm aspecto monolítico. Não existem frestas ou rejuntes onde possam acumular sujeiras e microorganismos.
O acabamento pode ser fosco, semibrilho ou brilhante.
Material versátil e higiênico, é moldável, ótimo para bancada de cozinha e banheiro, sem emendas. Permite projetos curvos e arrojados no limite da sua imaginação.